Mas afinal que se passa comigo?
Agosto já vai a meio, e não posso pensar que estou assim porque é tudo novidade. Não é novidade que tenho um emprego complicado e que me tira o ar que reclamo, não é novidade também que não vivo um grande amor, e também que não sei o que isso é há muito tempo, não é novidade nenhuma que a solidão é a minha realidade e a minha mais séria companheira. Mas também não é novidade que os meus amigos nunca me deixam, e se pudesse pedir algo, pediria para que tivessem sempre saudades minhas...
Antigamente tinha uma capacidade extraodinária para resolver os meus problemas, um talento inato de sobreviver, sempre de olho nas nuvens e nos sonhos de criança. Dou por mim hoje e alguns anos mais tarde a atravessar a maior e mais importante transição da minha existência, cujo resultado é como todos sabemos de uma importância extrema, estou pois em plena formação da minha identidade adulta.
Recorri a escrita à já uns meses pois é como se falasse comigo mesmo, e é mesmo isto que eu preciso, falar comigo mesmo e chorar, chorar muito, como faço agora tão bem, fazia-me falta agora um lenço, um ombro ou até uma voz.
Quem foi que me me levou para este mundo cego que não brilha mais para mim?
Porém algo de bom se passa comigo, tenho sentido uma vontade, uma necessidade e um prazer extremo de tocar nos meus amigos, de os sentir mais perto, apetece-me estar sempre com eles, olhar os seus olhos, sorrir e abraçar, dar e sonhar, tão lindo mas tão estranho que deve ser para eles, afinal nunca foi assim...Não sei se é carência ou falta de amor e aliás pouco me importa, é bom e faz-me feliz. Só tenho pena de não me ter apercebido antes que amo os meus amigos como nunca pensei amar...
Tenho saudades dos momentos que nunca mais vou encontrar, sei bem que a minha vida está em plena e complexa metamorfose, mas sei também hoje que a Vanessa adora jogar raquetes de praia, que a Flor adora pulseiras de pé, e que eu encontrei hoje nelas o carinho e o conforto de um momento.
Gostava de conseguir dar os nomes às coisas e identificar a alto e bom som o que sinto, queria hoje entregar o meu dicionários aqueles que são únicos para mim, gostava que eles soubessem o que sinto, porque o sinto, o que fiz e porque o fiz, o que amo e porque o amo, e ter sobretudo a coragem de enfrentar as estaladas que não apanhei e que tanta falta me estão a fazer
Estou aqui a escrever tudo o que me sinto sem códigos sem meias palavras, e estou a sentir que perdi tanta coisa, que não vivi tanta coisa, errei em tantas circunstâncias, optei tantas vezes pelo caminho mais fácil, fui egoísta em diversas alturas, ocultei e menti, tirei e não devolvi, magoei e nunca pedi desculpa...
...Mas só tenho 22 anos e estou feliz por admitir tudo isto com a humildade de quem só quer crescer, ouvir e compreender, aprender e realizar, conquistar e oferecer, é bom pisar o chão antes de tentar voltar as nuvens e aos sonhos, e penso que tudo o que se passa comigo é isso mesmo.. Estou a preparar-me para partir para o mundo dos sonhos, o mundo que quero procurar, não quero levar o que dei, mas sei que vou levar o que aprendi, sinto que hoje bastava apenas um grande amor para me elevar a essa dimensão, a esse mundo que só existe nos nosso sonhos...
Porém a noite hoje ameaça ser longa e não estou abrigado pelo brilho dos meus amigos, vulnerável a dor e a solidão preparo-me agora para ........DEIXAR DE ME LAMENTAR E LEVANTAR A CARA OLHAR EM FRENTE E GRITAR : “VALE A PENA VIVER”
Porra chega de melancolia de fazer o jogo de coitado, de vitima e abraçar outra realidade outro projecto, algo real e concreto, algo importante para a minha vida, e simplesmente correr os meus riscos, levar as minhas estaladas, dar os nomes as coisas, admitir os meus sentimentos e nunca ter vergonha de amar ou de sentir um carinho especial por alguém...Acabar a porcaria do meu curso superior e não me resignar aos 22 anos por um emprego que afinal não passa de mais uma fraqueza de um Francisco que nunca conheci, onde está o Chiquinho que a professora apelidava de senhor da Matemática na minha longinqua primária, onde está o Pintas que conquistou tudo o que havia para conquistar no Alto do moinho, onde está o Capitão que sempre uniu uma equipa, onde está o Chico que no 9º ano teve cinco disciplinas com nota 4 e outras cinco com nota 5, e finalmente onde está o brother/mano/amigo que sempre lutou pelos seus amigos e que sempre os tentou amar?
Pois bem é fácil eles está bem aqui, mas sente medo, não é confiante, não é forte, não é líder e tem falhado demais, principalmente dentro de mim mesmo...
Pois bem o pior já está..Identifiquei o problema, e só há uma maneira de o combater........
Inspirado ou quem sabe transpirado, leve pelas lágrimas que soltei mas feliz pois cheguei a algum lado...
Há já me esquecia...o importante não é o que escrevo ou penso, mas sim como consigo dinamizar os meus quase 90 kg para voltar a sorrir que nem um perdido...
Hoje sei que estou mais perto da felicidade do que nunca e sei que será partir de agora....SEMPRE A SUBIR...em busca da minha estrela perdida...
Antigamente tinha uma capacidade extraodinária para resolver os meus problemas, um talento inato de sobreviver, sempre de olho nas nuvens e nos sonhos de criança. Dou por mim hoje e alguns anos mais tarde a atravessar a maior e mais importante transição da minha existência, cujo resultado é como todos sabemos de uma importância extrema, estou pois em plena formação da minha identidade adulta.
Recorri a escrita à já uns meses pois é como se falasse comigo mesmo, e é mesmo isto que eu preciso, falar comigo mesmo e chorar, chorar muito, como faço agora tão bem, fazia-me falta agora um lenço, um ombro ou até uma voz.
Quem foi que me me levou para este mundo cego que não brilha mais para mim?
Porém algo de bom se passa comigo, tenho sentido uma vontade, uma necessidade e um prazer extremo de tocar nos meus amigos, de os sentir mais perto, apetece-me estar sempre com eles, olhar os seus olhos, sorrir e abraçar, dar e sonhar, tão lindo mas tão estranho que deve ser para eles, afinal nunca foi assim...Não sei se é carência ou falta de amor e aliás pouco me importa, é bom e faz-me feliz. Só tenho pena de não me ter apercebido antes que amo os meus amigos como nunca pensei amar...
Tenho saudades dos momentos que nunca mais vou encontrar, sei bem que a minha vida está em plena e complexa metamorfose, mas sei também hoje que a Vanessa adora jogar raquetes de praia, que a Flor adora pulseiras de pé, e que eu encontrei hoje nelas o carinho e o conforto de um momento.
Gostava de conseguir dar os nomes às coisas e identificar a alto e bom som o que sinto, queria hoje entregar o meu dicionários aqueles que são únicos para mim, gostava que eles soubessem o que sinto, porque o sinto, o que fiz e porque o fiz, o que amo e porque o amo, e ter sobretudo a coragem de enfrentar as estaladas que não apanhei e que tanta falta me estão a fazer
Estou aqui a escrever tudo o que me sinto sem códigos sem meias palavras, e estou a sentir que perdi tanta coisa, que não vivi tanta coisa, errei em tantas circunstâncias, optei tantas vezes pelo caminho mais fácil, fui egoísta em diversas alturas, ocultei e menti, tirei e não devolvi, magoei e nunca pedi desculpa...
...Mas só tenho 22 anos e estou feliz por admitir tudo isto com a humildade de quem só quer crescer, ouvir e compreender, aprender e realizar, conquistar e oferecer, é bom pisar o chão antes de tentar voltar as nuvens e aos sonhos, e penso que tudo o que se passa comigo é isso mesmo.. Estou a preparar-me para partir para o mundo dos sonhos, o mundo que quero procurar, não quero levar o que dei, mas sei que vou levar o que aprendi, sinto que hoje bastava apenas um grande amor para me elevar a essa dimensão, a esse mundo que só existe nos nosso sonhos...
Porém a noite hoje ameaça ser longa e não estou abrigado pelo brilho dos meus amigos, vulnerável a dor e a solidão preparo-me agora para ........DEIXAR DE ME LAMENTAR E LEVANTAR A CARA OLHAR EM FRENTE E GRITAR : “VALE A PENA VIVER”
Porra chega de melancolia de fazer o jogo de coitado, de vitima e abraçar outra realidade outro projecto, algo real e concreto, algo importante para a minha vida, e simplesmente correr os meus riscos, levar as minhas estaladas, dar os nomes as coisas, admitir os meus sentimentos e nunca ter vergonha de amar ou de sentir um carinho especial por alguém...Acabar a porcaria do meu curso superior e não me resignar aos 22 anos por um emprego que afinal não passa de mais uma fraqueza de um Francisco que nunca conheci, onde está o Chiquinho que a professora apelidava de senhor da Matemática na minha longinqua primária, onde está o Pintas que conquistou tudo o que havia para conquistar no Alto do moinho, onde está o Capitão que sempre uniu uma equipa, onde está o Chico que no 9º ano teve cinco disciplinas com nota 4 e outras cinco com nota 5, e finalmente onde está o brother/mano/amigo que sempre lutou pelos seus amigos e que sempre os tentou amar?
Pois bem é fácil eles está bem aqui, mas sente medo, não é confiante, não é forte, não é líder e tem falhado demais, principalmente dentro de mim mesmo...
Pois bem o pior já está..Identifiquei o problema, e só há uma maneira de o combater........
Inspirado ou quem sabe transpirado, leve pelas lágrimas que soltei mas feliz pois cheguei a algum lado...
Há já me esquecia...o importante não é o que escrevo ou penso, mas sim como consigo dinamizar os meus quase 90 kg para voltar a sorrir que nem um perdido...
Hoje sei que estou mais perto da felicidade do que nunca e sei que será partir de agora....SEMPRE A SUBIR...em busca da minha estrela perdida...
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